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Internet ultrapassa TV em faturamento publicitário no Reino Unido

30/09/2009

No primeiro semestre deste ano, a publicidade na web cresceu 4,6% e alcançou 23,5% de participação no mercado inglês, ante os 21,9% da televisão.

A venda de publicidade na internet no primeiro semestre ultrapassou a de TV pela primeira vez no Reino Unido, de acordo com levantamento da PrinciwaterhouseCoopers e da Internet Advertising Bureau, entidade que representa as empresas do setor, informou o Wall Street Journal.

O crescimento na comercialização publicitária para a rede mundial de computadores foi de 4,6% no período, alcançando 1,75 bilhão de libras (2,78 bilhões de dólares), o que representou uma participação de 23,5% no faturamento publicitário inglês.

A publicidade em TV caiu 16,1%, para 1,64 bilhão de libras. O meio ocupa, agora, o segundo lugar em participação no mercado, com 21,9%, na comparação com o ano passado.

Fonte: IDG Now

“Esqueçam os cliques”, recomenda o presidente da comScore

27/08/2009

“…Enquanto os comerciais da televisão fazem com que vendas aumentem 8% em UM ANO, o impacto de campanhas digitais aumenta em até 9% em um período de TRÊS MESES com investimentos menores…”

Fonte: IDG Now

Publicidade digital valoriza cada vez mais a interação com internautas

27/08/2009

Os publicitários estão começando a valorizar mais as interações entre os internautas e os anúncios do que os cliques conquistados em uma campanha digital, diz Michel Lent, vice-presidente de criação e diretor geral da agência Ogilvy Interactive.

Durante o debate “No mundo das múltiplas telas, para onde se estende a publicidade digital?” no Digital Age 2.0 2009, o diretor de marketing da Samsung, Carlos Werner, lembrou que “o excesso de métricas online nem sempre é capaz de demonstrar a efetividade da campanha”.

Segundo o diretor de marketing da Fiat, João Ciaco, o indicador da atenção que um internauta dedica a um anúncio “é o meio mais eficiente para medir o sucesso da estratégia, embora seja muito mais difícil de conseguir”.

Do ponto de vista do diretor de comunicação para a América Latina da Nike, Mario Andrada e Silva, “se de um lado falta um relatório eficiente sobre o acesso a um anúncio, por outro falta uma carta para que cada consumidor fale sobre suas vontades individualmente”.

Quando o assunto chega às redes sociais, Silva lembra que o “objetivo em uma campanha é gerar a necessidade por um serviço, como se ele fosse ‘a droga na porta da escola que faz a pessoa voltar porque quer mais’”.

Werner, por sua vez, fala da importância atual de se integrar todos os meios de comunicação, sejam eles online ou offline. “Se nos limitarmos a um único formato, não vamos entregar o que desejamos”, diz.

“Hoje não podemos mais dizer que as estratégias estão divididas. Gastamos muito mais tempo na integração, mas acho que é um tempo bem gasto e de forma inteligente”, resume Ciaco.

Fonte: IDG Now

Na internet, os lentos não têm vez

24/08/2009

DavidMoore_88Em um ecossistema que se reinventa praticamente a cada 24 horas, os lentos não têm vez. Esta é uma das análises que David Moore, fundador e presidente do conselho da agência 24/7 Real Media, pretende apresentar durante o evento Digital Age 2.0, no dia 26 de agosto, em São Paulo.

Na palestra “Um vôo panorâmico sobre o horizonte da mídia digital global”, Moore, que também é chairman do conselho do Internet Adversiting Bureau (IAB), revela perspectivas e tendências do cenário da mídia digital, sinalizando caminhos para que profissionais de marketing tenham mais resultados nos próximos três a cinco anos.

Nesta entrevista por e-mail ao Ideia 2.0, David Moore fala um pouco sobre a migração para a mídia online, a tecnologia como diferencial e a consolidação deste ecossistema, incluindo as redes sociais.

Em sua apresentação você vai abordar o valor real da audiência online. Por que todos dos dólares investidos online transformam-se em ‘centavos’ na internet?
Há um tremendo volume de fornecedores e, simplificando, embora os orçamentos estejam se voltando ao digital, não estão fazendo isso rápido o suficiente. Sendo assim, as empresas [de conteúdo e serviços online] que oferecem mais dados sobre suas audiências podem trazer o maior valor aos anunciantes, e assim tornar seus inventários mais valiosos do que os de seus concorrentes. A 24/7 Real Media considera esse ‘mantra’ com muita seriedade e está constantemente desenvolvendo sua tecnologia Open AdStream para que empresas se diferenciem com a tecnologia.

Em uma entrevista recente ao IDG Now! [quando esteve no Brasil para anunciar a nova plataforma Open AdStream], você comparou as redes sociais a séries de TV dizendo que elas devem se reinventar para sobreviver. Na avaliação de Steve Rubel, que também será palestrante do Digital Age 2.0, os próprios usuários já estão reinventando as redes sociais. Você concorda? E qual é o ‘seriado’ do momento na internet?
Sim. As aplicações do Facebook para usuários são apenas um dos exemplos de como uma rede social pode introduzir um novo produto e se reinventar ou se desenvolver. O Twitter também faz um tremendo barulho no mercado. O tempo vai dizer, mas estas duas redes sociais são certamente as melhores histórias de sucesso neste momento.

Na mesma resposta sobre as redes sociais, você dá como exemplo a consolidação dos buscadores desde 1995 – agora temos uma aliança entre Microsoft e Yahoo neste setor. A internet tem de necessariamente reduzir o número de fornecedores para sobreviver como mídia?
Os líderes da indústria vão emergir e alguns players vão cair na beira da estrada. Neste ecossistema emergente de mercado, convergências e parcerias são necessárias para que as empresas tenham sucesso. Em certos setores como, por exemplo, as redes haverá uma crise – somente as principais redes, que usam tecnologia como diferencial, sobreviverão.

De acordo com um estudo recente da empresa Dynamic Logic, campanhas em sites de conteúdo específicos são mais efetivas do que em portais. Você concorda com esta afirmação?
Acredito que ser seletivo neste mercado é vital. Os sites verticais, os portais e as redes de publicidade (ad networks) têm papéis diferentes. Temos de lembrar que trabalhamos em um grande ecossistema e que definir um fornecedor como mais valioso do que outro pode ser um equívoco.

A crise dos jornais norte-americanos retoma a discussão sobre o valor do conteúdo e da audiência na internet. Na sua visão, Rupert Murdoch, dono da News Corp., está certo em fechar e cobrar pelos conteúdos online de todos os veículos do grupo?
É difícil dizer se ele está certo ou errado. Isto é diferente do que se tornou ‘padrão’. Existem vários modelos de preço por acesso que podem ser implantados, mas qualquer um deles exigirá que os consumidores se adaptem. Devemos lembrar que o conteúdo profissional tem um custo, então deve ser pago seja por meio de publicidade, por algum tipo de assinatura fixa, ou em uma combinação dos dois para que a alta qualidade do conteúdo online seja mantida.

O que você diria a empresas que não investem em mídia online?
Se elas querem atingir seus consumidores, conduzir seus negócios de forma eficiente, e continuar relevantes, devem migrar para o digital. Como todos sabem o consumo de mídia continua se deslocando para o online.

Fonte: IDG Now